3 de nov de 2010

Um grito tribal explode em meu peito

Quão grande é a minha vontade de ser um selvagem

(de voltar a ser selvagem)

Correndo na mata não sou tão diferente de qualquer animal

Ofegante, escuto meu coração

Penso sem usar o cérebro, penso... só penso;

Penso com os músculos, com os nervos, com os dentes e ossos...

Penso sem pensar!

Penso sem parar!

Sem parar de correr grito para minha tribo

(e o grito ecoa no infinito da alma)

A tribo sou eu – minha tribo de mim

E me agarro a mim como se fosse o último

E no fundo percebo o selvagem que sou

E contemplando o universo: quem sabe o único?