10 de dez de 2008

Para Zeto

Ser em fim um meio de tudo
Ter em mim um freio de burro
Pensar no todo como inteligível
De toda mudança enxergar o sensível...


Ter em fim um pedaço do bolo
Ser em mim a metade do todo
Pensar no amanhã como algo não meu
Um futuro vazio é o passado de Deus...


Ser a fiadeira desse universo parco
Costurar as estrelas de meu peito em meu braço
Saltar as janelas de dimensão em dimensão
Buscar da ciência a costela de Adão...


O nada vazio é impossível de ser
O infinito-perfeito um fim deve ter
Não crer no saber diferente ou igual
Crer no não-ser como ente real...


11/11/2002