9 de abr de 2009

A vontade de viver se esvaiu de mim...

Eu sou um cadáver que vaga.

Anda, fala, trepa, pensa!

Mas a vontade de viver se esvaiu de mim!

Penso! E isso me maltrata infinitamente.

Não acredito mais em nada, só no meu medo.

Penso... E isso me atormenta e assombra profundamente.

Só acredito em mim e em meus fantasmas.

Creio ser um cadáver com fantasmas que andam, falam, trepam, pensam...

São meus e fazem por mim.

Sou eu, mas não adianta.

Toda vontade de viver se esvaiu de mim.

A única coisa que me alegra interiormente é escrever.

Não escrevo uma linha se quer que não seja verdade.

Que não seja um desabafo.

Que não seja desafio ou desespero.

Que não seja desejo e medo.

Nunca escrevi uma linha se quer que não tenha sido pecado ou amor.

Amei! E meus fantasmas amaram também!

São meus?

Sou eu?

Não adiantou.

Minha vontade de viver se esvaiu de mim!...