As putinhas pressionam:
O poeta:
por conta das brochadas.
As namoradas pressionam:
O poeta:
por mais atenção.
As mulheres pressionam:
O poeta:
por uma poesia.
As mães pressionam:
O poeta:
por responsabilidade.
As poesias pressionam:
O poeta:
por eloqüência.
As consciências pressionam:
O poeta:
por mais daquilo.
Mas tá bom,
Tudo bem...
Poetas pressionados:
Não ligam pra porra nenhuma!
.
22 de out. de 2010
7 de out. de 2010
Após o caos a calmaria
Depois da guerra
A redenção
Brigas e beijos
Molhados e secos
Trajetos e ensejos
Tragados a seco
Trazem-nos a tona
Levam-nos a cama
Somam-nos a vida
Nos soma quem ama
Após a guerra
O amor
Depois do sexo
A fixação
(Após o caos a redenção!)
...
Depois da guerra
A redenção
Brigas e beijos
Molhados e secos
Trajetos e ensejos
Tragados a seco
Trazem-nos a tona
Levam-nos a cama
Somam-nos a vida
Nos soma quem ama
Após a guerra
O amor
Depois do sexo
A fixação
(Após o caos a redenção!)
...
12 de ago. de 2010
Aos 10 anos de idade
Não se pensa no futuro.
Nesse período não se tem passado...
Aos 20 anos se vive sem parlamentos,
Sem planejamentos. E se nega ao passado.
Aos 30 anos você é seu futuro aos 30;
Você ama seu passado.
Não faz sentido amar a idade
– não há direção no tempo...
Em tempo:
Só há vaidade!
Não se pensa no futuro.
Nesse período não se tem passado...
Aos 20 anos se vive sem parlamentos,
Sem planejamentos. E se nega ao passado.
Aos 30 anos você é seu futuro aos 30;
Você ama seu passado.
Não faz sentido amar a idade
– não há direção no tempo...
Em tempo:
Só há vaidade!
9 de ago. de 2010
Longe de mim, mantive-me.
Há muito tempo precisei fugir.
Agora volto em equilíbrio,
e não me aceita, meu próprio abrigo,
já não me quer cobrir.
Desfaço minha alma sem tocá-la,
não sei o que desmancha em meu corpo.
Desacredito, em minha honestidade,
no desejo que recobre e abre:
A falsa vontade do novo.
Então me retrato a distância,
comigo não consigo mais falar...
Destrato a importância que não tenho.
Contenho o meu choro por mim mesmo.
A mim mesmo preciso atravessar.
.
Há muito tempo precisei fugir.
Agora volto em equilíbrio,
e não me aceita, meu próprio abrigo,
já não me quer cobrir.
Desfaço minha alma sem tocá-la,
não sei o que desmancha em meu corpo.
Desacredito, em minha honestidade,
no desejo que recobre e abre:
A falsa vontade do novo.
Então me retrato a distância,
comigo não consigo mais falar...
Destrato a importância que não tenho.
Contenho o meu choro por mim mesmo.
A mim mesmo preciso atravessar.
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19 de jul. de 2010
Sinto-me meio estranho ultimamente.
As coisas, muitas coisas de minha vida,
Me angustiam e enfraquecem.
Outras, como não haveria de ser diferente,
Tornam-me mais forte!
Tenho sérios problemas comigo mesmo;
minha cabeça não gira como o mundo:
Sou vários...
Algumas pessoas julgam me conhecer. Mas não me conheço!
Por que se faz tão necessário o reconhecimento diário de si mesmo?
Há um eu incontrolável e pulsante, belicoso, Espartano bêbado.
Há um eu sensual e delicado, inconseqüente, Ateniense bêbado.
Um pudico e outro devasso.
Uma fêmea e um macho.
Tenho um glutão faminto e maleducado dentro d’um garoto nobre e tímido.
Sou um monstro tão grande quanto um ciclope da Odisséia!
E, sou, um pai ausente angustiado...
Um Deus,
Um semideus,
E um homem;
Um homem nu.
Somente nu...
.
As coisas, muitas coisas de minha vida,
Me angustiam e enfraquecem.
Outras, como não haveria de ser diferente,
Tornam-me mais forte!
Tenho sérios problemas comigo mesmo;
minha cabeça não gira como o mundo:
Sou vários...
Algumas pessoas julgam me conhecer. Mas não me conheço!
Por que se faz tão necessário o reconhecimento diário de si mesmo?
Há um eu incontrolável e pulsante, belicoso, Espartano bêbado.
Há um eu sensual e delicado, inconseqüente, Ateniense bêbado.
Um pudico e outro devasso.
Uma fêmea e um macho.
Tenho um glutão faminto e maleducado dentro d’um garoto nobre e tímido.
Sou um monstro tão grande quanto um ciclope da Odisséia!
E, sou, um pai ausente angustiado...
Um Deus,
Um semideus,
E um homem;
Um homem nu.
Somente nu...
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