Aos 10 anos de idade
Não se pensa no futuro.
Nesse período não se tem passado...
Aos 20 anos se vive sem parlamentos,
Sem planejamentos. E se nega ao passado.
Aos 30 anos você é seu futuro aos 30;
Você ama seu passado.
Não faz sentido amar a idade
– não há direção no tempo...
Em tempo:
Só há vaidade!
12 de ago. de 2010
9 de ago. de 2010
Longe de mim, mantive-me.
Há muito tempo precisei fugir.
Agora volto em equilíbrio,
e não me aceita, meu próprio abrigo,
já não me quer cobrir.
Desfaço minha alma sem tocá-la,
não sei o que desmancha em meu corpo.
Desacredito, em minha honestidade,
no desejo que recobre e abre:
A falsa vontade do novo.
Então me retrato a distância,
comigo não consigo mais falar...
Destrato a importância que não tenho.
Contenho o meu choro por mim mesmo.
A mim mesmo preciso atravessar.
.
Há muito tempo precisei fugir.
Agora volto em equilíbrio,
e não me aceita, meu próprio abrigo,
já não me quer cobrir.
Desfaço minha alma sem tocá-la,
não sei o que desmancha em meu corpo.
Desacredito, em minha honestidade,
no desejo que recobre e abre:
A falsa vontade do novo.
Então me retrato a distância,
comigo não consigo mais falar...
Destrato a importância que não tenho.
Contenho o meu choro por mim mesmo.
A mim mesmo preciso atravessar.
.
19 de jul. de 2010
Sinto-me meio estranho ultimamente.
As coisas, muitas coisas de minha vida,
Me angustiam e enfraquecem.
Outras, como não haveria de ser diferente,
Tornam-me mais forte!
Tenho sérios problemas comigo mesmo;
minha cabeça não gira como o mundo:
Sou vários...
Algumas pessoas julgam me conhecer. Mas não me conheço!
Por que se faz tão necessário o reconhecimento diário de si mesmo?
Há um eu incontrolável e pulsante, belicoso, Espartano bêbado.
Há um eu sensual e delicado, inconseqüente, Ateniense bêbado.
Um pudico e outro devasso.
Uma fêmea e um macho.
Tenho um glutão faminto e maleducado dentro d’um garoto nobre e tímido.
Sou um monstro tão grande quanto um ciclope da Odisséia!
E, sou, um pai ausente angustiado...
Um Deus,
Um semideus,
E um homem;
Um homem nu.
Somente nu...
.
As coisas, muitas coisas de minha vida,
Me angustiam e enfraquecem.
Outras, como não haveria de ser diferente,
Tornam-me mais forte!
Tenho sérios problemas comigo mesmo;
minha cabeça não gira como o mundo:
Sou vários...
Algumas pessoas julgam me conhecer. Mas não me conheço!
Por que se faz tão necessário o reconhecimento diário de si mesmo?
Há um eu incontrolável e pulsante, belicoso, Espartano bêbado.
Há um eu sensual e delicado, inconseqüente, Ateniense bêbado.
Um pudico e outro devasso.
Uma fêmea e um macho.
Tenho um glutão faminto e maleducado dentro d’um garoto nobre e tímido.
Sou um monstro tão grande quanto um ciclope da Odisséia!
E, sou, um pai ausente angustiado...
Um Deus,
Um semideus,
E um homem;
Um homem nu.
Somente nu...
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17 de jun. de 2010
Existem momentos...
em que se projetam imagens do (nosso) futuro em nós.
O medo do fracasso ronda nossas empreitadas,
como se fôssemos (pequenos) roteiros de férias.
Tiranicamente nos sobram aos braços nossos sonhos,
(embrulhados) como presentes festivos.
É irônico como os sonhos (freqüentemente) são confundidos:
com faturas do cartão de crédito.
O mundo todo se desfaz
e nós (continuamos) a projetar qualquer felicidade
a médio prazo; enquanto perdemos cabelos e (ganhamos) peso!
Tememos ficar velhos, (gordo/magro ou careca),
sem ao menos ter tocado a face
da plena REALIZAÇÃO-SEXUAL-CAPITALISTA...
#
em que se projetam imagens do (nosso) futuro em nós.
O medo do fracasso ronda nossas empreitadas,
como se fôssemos (pequenos) roteiros de férias.
Tiranicamente nos sobram aos braços nossos sonhos,
(embrulhados) como presentes festivos.
É irônico como os sonhos (freqüentemente) são confundidos:
com faturas do cartão de crédito.
O mundo todo se desfaz
e nós (continuamos) a projetar qualquer felicidade
a médio prazo; enquanto perdemos cabelos e (ganhamos) peso!
Tememos ficar velhos, (gordo/magro ou careca),
sem ao menos ter tocado a face
da plena REALIZAÇÃO-SEXUAL-CAPITALISTA...
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13 de jun. de 2010
Não me vejo em nada
Poucas coisas me felicitam inda hoje
Não vejo graça em trepar
Trepo só pra não ser mais diferente
Sofro péssimas influências
Tanto nas leituras, como nos relacionamentos.
Não preciso de apegos externalizados
Preciso, agora, de sutilezas
Algum dono dos sonhos me disse: Durma
Mesmo sabendo das angustias do sono
(Que é como um retornar a morte...)
Não sou diferente de ninguém
Nem de mim
Não sou parecido com ninguém
Nem comigo
Não quero recobrir a mentira
Só a vaidade
Não quero encobrir o frio
Só os fatos
A falta de inteligência e compreensão
É um dos pilares axiomáticos de toda natureza perceptiva humana
Embora os mais ousados não necessitem dessa percepção
A natureza fez-nos tolos e fortes
Portanto na essência jamais vence-la-emos
O medo de saber-se é o tocar-se sem auto-suficiência
Há construção sem operários famintos?
Sem ideais arquitetônicos?
Poucas coisas me felicitam inda hoje
Não vejo graça em trepar
Trepo só pra não ser mais diferente
Sofro péssimas influências
Tanto nas leituras, como nos relacionamentos.
Não preciso de apegos externalizados
Preciso, agora, de sutilezas
Algum dono dos sonhos me disse: Durma
Mesmo sabendo das angustias do sono
(Que é como um retornar a morte...)
Não sou diferente de ninguém
Nem de mim
Não sou parecido com ninguém
Nem comigo
Não quero recobrir a mentira
Só a vaidade
Não quero encobrir o frio
Só os fatos
A falta de inteligência e compreensão
É um dos pilares axiomáticos de toda natureza perceptiva humana
Embora os mais ousados não necessitem dessa percepção
A natureza fez-nos tolos e fortes
Portanto na essência jamais vence-la-emos
O medo de saber-se é o tocar-se sem auto-suficiência
Há construção sem operários famintos?
Sem ideais arquitetônicos?
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