23 de nov. de 2009

Bati o carro, mas continuo bem vivo
A adrenalina do momento espantou-me o sono
Bater o veículo me deixou um tanto altivo
Sem decompor meus átomos de carbono

A colisão me tornou bem mais vivo
Sem mortos-vivos para me tirar o sono
Amo viver (e assim morrer) hiperativo
E o imperativo categórico, abandono

Vou atravessar as avenidas dessa vida
Extinguindo o medíocre jeito de viver
Vou dirigir minha carruagem sem medida
Pois sem medidas eu vivi sem me esconder

13 de nov. de 2009

Para São Paulo

Parei na esquina da angústia
Na frente do Banco do Brasil
Não sei se o que sentia era Augusta
Ou se meu peito estava vazio...

25 de out. de 2009

***

Nem isso me obriga
Nem nada me permite
Que eu sempre sexo faça
Ou que a frialdade visite

Sendo um cachorro promíscuo
Sendo leal como um cão
É-me sério ser omisso
Faz-me rir a gratidão

Mas não digo ser ingrato
Nem vizinho da má fé
Dos opostos o contrário
Sou sincero a quem me é

7 de out. de 2009

Para Christiane Quaresma

Belezas de brancura firme
Curvas de circular sedução
Sexo de orgasmo farto
Fisiologia hormonal de caminhão

Pênis e vulva bem juntos
Máquina lubrificada a mão
Entrelaçados, como se faz ao junco,
Seguindo o ritmo da respiração

Com os corpos de suor untados
Fizemos tudo, até sentados
Brindamos à perversão sadia

Unindo as línguas em nossas bocas
Meu pau cospe em tuas coxas
E te transformas em minha vadia

22 de set. de 2009

para Schopenhauer
O desejo, sim, é infinito.
Ele não cessa de vez.
Estanca! Mas pega de novo.
Para! Mas volta a rodar.
Still, but return to play.
O desejo é ilusão que nunca acaba…
Game over? Ever and never finish!