Ah, em mim, a morte bateu sem pena
Não sou santo nem serei santificado
Em meu peito o amor está crucificado
Agora sei o que é ser traído por um poema
Antes fosse traído por um tema
Que de temas eu me livro muito rápido
Mas um poema, para o poeta, é um rapto
E a alma sonha em livrar-se e ele teima
Minha dor carregarei até esvair-se
A traição não é pior do que trair-se
E a velha morte, tarda, atrasa, mas não falha
A traição não será mais o meu tema
E fatalmente choverá outro poema
De águas lindas e de biqueiras em minha calha
19 de mai. de 2009
9 de abr. de 2009
A vontade de viver se esvaiu de mim...
Eu sou um cadáver que vaga.
Anda, fala, trepa, pensa!
Mas a vontade de viver se esvaiu de mim!
Penso! E isso me maltrata infinitamente.
Não acredito mais em nada, só no meu medo.
Penso... E isso me atormenta e assombra profundamente.
Só acredito em mim e em meus fantasmas.
Creio ser um cadáver com fantasmas que andam, falam, trepam, pensam...
São meus e fazem por mim.
Sou eu, mas não adianta.
Toda vontade de viver se esvaiu de mim.
A única coisa que me alegra interiormente é escrever.
Não escrevo uma linha se quer que não seja verdade.
Que não seja um desabafo.
Que não seja desafio ou desespero.
Que não seja desejo e medo.
Nunca escrevi uma linha se quer que não tenha sido pecado ou amor.
Amei! E meus fantasmas amaram também!
São meus?
Sou eu?
Não adiantou.
Minha vontade de viver se esvaiu de mim!...
Eu sou um cadáver que vaga.
Anda, fala, trepa, pensa!
Mas a vontade de viver se esvaiu de mim!
Penso! E isso me maltrata infinitamente.
Não acredito mais em nada, só no meu medo.
Penso... E isso me atormenta e assombra profundamente.
Só acredito em mim e em meus fantasmas.
Creio ser um cadáver com fantasmas que andam, falam, trepam, pensam...
São meus e fazem por mim.
Sou eu, mas não adianta.
Toda vontade de viver se esvaiu de mim.
A única coisa que me alegra interiormente é escrever.
Não escrevo uma linha se quer que não seja verdade.
Que não seja um desabafo.
Que não seja desafio ou desespero.
Que não seja desejo e medo.
Nunca escrevi uma linha se quer que não tenha sido pecado ou amor.
Amei! E meus fantasmas amaram também!
São meus?
Sou eu?
Não adiantou.
Minha vontade de viver se esvaiu de mim!...
7 de mar. de 2009
Posso te dar um inferno sem purgatório
...e um paraíso sem céu
Posso te dar um mar sem ondas
...e uma praia sem céu
Posso te dar um carro sem combustível
...e um avião sem céu
Posso te dar um aquário sem peixes
...e uma ave sem céu
Posso te dar um quarto sem cama
...e um teto sem céu
Posso te dar um preservativo sem sementes
...e uma foda sem céu
Enfim, não posso te dar o que é seu.
...e um paraíso sem céu
Posso te dar um mar sem ondas
...e uma praia sem céu
Posso te dar um carro sem combustível
...e um avião sem céu
Posso te dar um aquário sem peixes
...e uma ave sem céu
Posso te dar um quarto sem cama
...e um teto sem céu
Posso te dar um preservativo sem sementes
...e uma foda sem céu
Enfim, não posso te dar o que é seu.
3 de fev. de 2009
*
Tijolos de areias e pedras e algas constroem o meu corpo
Minha vida de ferro
E ferrugem
Foi corroída pela maresia do mar dos sentimentos
Os peixes desse mar
Alimentam-se dos tijolos do meu corpo
E eu para me proteger
(ou para fugir, não tenho certeza...)
Tenho feitos corais ao meu redor
Preciso desses corais para sobreviver no mar
Mas preciso desse mar
Preciso
Como quem precisa de água para matar a sede após o sexo
E preciso do meu corpo
Para alimentar os peixes e fazer sexo
Deitado em meus corais
Transar com o mar e com os peixes
Então minha vida de ferro se desmanchará
E farei parte dos peixes...
E farei parte do mar...
*
Tijolos de areias e pedras e algas constroem o meu corpo
Minha vida de ferro
E ferrugem
Foi corroída pela maresia do mar dos sentimentos
Os peixes desse mar
Alimentam-se dos tijolos do meu corpo
E eu para me proteger
(ou para fugir, não tenho certeza...)
Tenho feitos corais ao meu redor
Preciso desses corais para sobreviver no mar
Mas preciso desse mar
Preciso
Como quem precisa de água para matar a sede após o sexo
E preciso do meu corpo
Para alimentar os peixes e fazer sexo
Deitado em meus corais
Transar com o mar e com os peixes
Então minha vida de ferro se desmanchará
E farei parte dos peixes...
E farei parte do mar...
*
6 de jan. de 2009
*
Chega de falácias e perdões
Agora vejo a travessia mais distante
Não tenho moral, tenho solidões
Nenhuma dor pode ser paralisante
Chega de apegos as traições
Acima disso há um espírito cantante
Virtuoso em potência e evoluções
Pois a vontade é essência estimulante
Preciso meu caminho retomar
E o endereço que procuro é a ponte
Mas que não seja materialista nem ideal
Entre o eu e o além-eu contemplar
Que no ser e no não-ser existe a fonte
Para fundar meu conhecimento no irreal
*
Chega de falácias e perdões
Agora vejo a travessia mais distante
Não tenho moral, tenho solidões
Nenhuma dor pode ser paralisante
Chega de apegos as traições
Acima disso há um espírito cantante
Virtuoso em potência e evoluções
Pois a vontade é essência estimulante
Preciso meu caminho retomar
E o endereço que procuro é a ponte
Mas que não seja materialista nem ideal
Entre o eu e o além-eu contemplar
Que no ser e no não-ser existe a fonte
Para fundar meu conhecimento no irreal
*
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