Cachos!
Cabelos!
Matos!
Mataria pelos teus cachos
E nos pêlos dos teus matos
Com teus cabelos em meus braços
Eu seria um laço
E seria lábio.
O lascivo salivante e sábio...
Pois também queria que tivesses penas:
Coloridas, plumosas e bem pequenas;
Assim serias meu dinossauro.
20 de jan. de 2020
12 de dez. de 2019
Faço a mala,
refaço, desfaço
Disfarço que vou
viajar
Fecho os olhos e dou
alguns passos
Tropeço e despenco
no ar
Peço um gim e a
tônica amarga
É função da
quinina amargar
O melhor da viagem é
a mala
Que carrego comigo
pro bar
Essa mala, senhores,
não pesa
Mas a mala me tira
um pesar
São pesares de uma
vida poeta
Abre-me os olhos e
me faz flutuar
19 de out. de 2019
Pra Jalu
A culpa Moral,
puramente Moral,
é quase sempre uma alteridade demente
e socialmente escravizante.
A culpa Intelectual,
analítica e pragmática,
é sempre um pequeno mal a si mesmo.
Esta deve ser acariciada dentro das fronteiras psicológicas de cada um:
Esta não tem alteridade; esta é individualizante.
(Aquela deve ser superada pela melhor liberdade, se possível coletiva.)
A culpa Moral vem de um falso altruísmo
e a Intelectual do egoísmo nosso de cada dia...
14 de out. de 2019
Leãozinha cor-de-cobre...
Carne ousada, alma
enorme,
Tanto ruge quanto
dorme;
Em teu pelo a juba é
nobre.
O teu cheiro é como
zimbro.
Tuas unhas são de
zinco.
És qual ponte de
dourado
Na travessia do meu
charco…
Leãozinha
cor-de-loira:
Seja louca! Nunca
Tola!
Seja menina e
mulher.
Tua alegria me
cativa.
Tua liberdade me
ativa.
Faça sempre o que
quiser.
3 de set. de 2019
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