7 de jan. de 2013



De quando em quando penso que minha literatura vai me projetar no mundo!
Penso mais nela do que em minhas composições musicais...
Gosto de música e gosto de poesias e gosto de contos; isso já me basta.

De quando em vez imagino que minha capacidade intelectual é realmente fascinante.
Mas percebo que mais legal ainda é meu código genético.
Gosto de fêmeas e de futebol e de alguns amigos genuínos...

De quando, em horas de angustia, sinto como se tudo fosse um pedaço de pano...
E tento costurar os retalhos com meu ego que é como uma agulha!
Gosto de mim e de ser pateta e de quase todos que erradamente me elogiam;

31 de dez. de 2012


O poeta quando é tido como vagabundo
Quer dizer que tem presença de espírito
Pois depois se fica velho e moribundo
Seus poemas são citados pelo mundo
E estudados por intelectuais fatídicos

Mas se o poeta como boêmio não é visto
Significa que perdeu toda a magia
As palavras foram escritas sem encanto
A beleza ficou presa em algum canto
E os fatídicos não estudam sua poesia

28 de dez. de 2012



Considero-me um sujeito
Sem muitas ou grandes ambições
E de pouco instinto competitivo...

Quem sabe,
O que dentro de uma visão evolutiva/biológica,
Possa parecer uma falha no âmbito da sobrevivência
E da perseveração da espécie;
Talvez, no plano teológico e teleológico
Seja pleno avanço espiritual...

8 de dez. de 2012



Gostar de meter é viver entre abismos;
Mesmo seguro é preciso de pinos.

Olhar outros olhos é perder a visão;
Ser filho da fome lambendo sabão.

Entrar no seu jogo é A putaria;
No entanto te leio como uma poesia.

29 de nov. de 2012


Para Galileu Galilei.

No meu córtex fervilham informações
E em minha colmeia borbulha o nectar
Eterna luta entre conteúdo e estética
Onde as causas se misturam as razões

E assim arrebentou-se toda ética
Em ecos retumbantes de audições
De egos relutantes em tradições
Mergulhei a raiva apagando a métrica

Emergem, então, pulsões vividas
Transformando toda vida em caos
Metamorfoseando o caos em cosmos

E nesse pensar de estrelas garridas
Sinto pena dos pequeninos maus
Como da ignorância dos grandes tolos

(Soneto fabricado em parceria com Maika Rosseau.)